Hoje experimentei a sensação de
ser aceito. Recebi dele uma energia única, jamais experimentada. É receber da
vida um presente divino, onde as energias são superiores, e como se o patamar
físico da esfera carnal fosse apenas parte de um processo. É como um tapa da
vida falando: “tá de sacanagem?! Deixa, vai!”. Um tapa da vida trazendo surpresas.
Uma sensação única, que só o HIV traz.
- Isso nunca aconteceu comigo.
Acho que nunca fiquei com alguém com HIV, pelo menos não que eu saiba. Você é
especial e tenho certeza que isso te faz crescer.
Beijos, abraços, carinhos e otras cositas más.
Como isso aconteceu comigo, e sei
bem a pessoa que sou, não podia passar sem lágrimas; não de tristeza. De luz,
de alegria... de elaboração. Lágrimas que externalizavam uma “rejeição” que
estava presa e no fundo sempre me corroeu; principalmente por crer nela a única
possibilidade.
Enquanto ser rejeitado é uma das piores sensações que
alguém pode viver (é como se você se tornasse um vírus momentâneo, que a
qualquer momento pudesse se espalhar no outro), ser aceito é aceitar uma luz,
energia única, poucas vezes experimentada. Plenitude.
- Boto fé, cara!
Obrigado por hoje, obrigado por
essa sensação, obrigado por essa vida! Axé!