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quinta-feira

Nova Gestão - Arte e conforto


Nesse processo (que insisto em chamar de ressignificação) tenho ficado muito mais em casa. Não que eu tenha me fechado para o mundo e me afastado por completo das interações sociais. Mas a correria do último ano me fez perceber o tempo que eu gastava fora. Tenho me dedicado mais ao meu lar, aos meus dotes culinários (que estou aprimorando aos poucos) e investindo em meus momentos solitários. Saídas só as que realmente valem à pena e me faça crescer de alguma forma.
Tô com preguiça de gente vazia. Sem saco pra lidar com pessoas preconceituosas e alguns casos tenho sido até grosso (o que espanta algumas pessoas que estavam sempre acostumadas com meu jeito doce e compreensivo de ser).
Em um mês minha casa recebeu grandes investimentos (em tecnologia e conforto). Estou realmente disposto a passar mais tempo nela. Estou dando um novo valor ao espaço que cada dia tem representado o melhor lugar da minha vida. Tem dia que simplesmente nem tenho vontade de sair de casa e fico recebendo alguns (poucos) amigos ou fico sozinho estudando ou fazendo qualquer coisa.
Tenho me afastado de algumas pessoas por opção e outras por destino. Sinto que estou me dando um espaço que até então não me dava. Tenho seguido mais meus desejos.
Ao lado de minha terapeuta tem um famoso cinema, ele tem sido também minha diversão. Valorizando a arte e investindo em tecnologias! Parece propaganda de governo. Acho que to em minha nova gestão. O que me falta são recursos. Aceito doações financeiras. rsrsrs


 Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro! E eu?! "Não vou nada bem!!" by Seu Jorge

terça-feira

Andando


Hoje decidi que vou concluir minha pesquisa. Desde a descoberta não havia me dedicado mais aos meus estudos, mas não me culpo por isso. Precisei desse tempo. A escolha pela vida requer elaborações, ressignificações e manter a ordem com o universo interno desordenado não é tarefa fácil. 

Tenho sonhos, projetos, hoje ainda com um toque mais especial de intensidade e de uma espécie de “foda-se” que me faz bem. “Eu só quero andar.” 

Percebo que às vezes passo por perigosos caminhos, talvez onde não devesse. Sim, gosto de brincar com fogo, e com meus limites, mas no final sinto que fico mais forte. Quero transformar meu ódio em luta. Mandar o mundo se fuder não bastaria, quero fuder com o mundo e fazer ele gozar. Gozar também com ele. 

Andar é sempre um processo que implica novas visões. Renovação. Não sei se vai ser melhor ou pior. Valores... o futuro, o depois, a conseqüência me dirá. Viver. Fiz minha escolha.

“Um passo a frete e você não está mais no mesmo lugar” Chico Science 

Rio ou São Paulo? Definitivamente Recife! Dedico esse post a todos os pernambucanos por possuirem a capital cultural do Brasil.

Do It



Lembro-me que há alguns anos atrás, visitando uma amiga percebi que havia uma poesia colada em seu guarda-roupa. Comecei a ler e percebi, dentro de minha natural lerdeza, que se tratava de uma música de Lenine. Lembro-me que na hora me encantei pela letra.

Aproveitando essa minha fase Lenine – talvez Lenine Novelas (Paciência, É o que me interessa e essa agora), revelo que meus amigos insistem em falar que sou ditador quando o assunto é escolha musical e Lenine sempre está no repertório. Pablo (que insiste em assinar como amigo sempre negando a minha escolha – diferente do Cris) odeia Lenine e acho que isso se dá devido minha influência.

Pois bem, essa música é uma espécie de auto-ajuda do Lenine... o que? Auto-ajuda do Lenine? Tá bom peguei pesado, mas é mais ou menos por aí. Longe de ser Augusto Cury (eeecccaa), o Lenine transmite de uma forma objetiva soluções para algumas questões. Um jogo de verbos e ações que deixa tudo mais fácil e simples. Sei que problemas complexos existem soluções complexas, mas o Lenine acertou nessa. Até sua auto-ajuda me encanta.

Como disse Paula Toler no Kid Abelha Acústico MTV: Valeu Lenine!

segunda-feira

Nov-idade

É tão gostoso conhecer pessoas novas. Não que elas estejam aptas a substituir alguém, não é questão de competição. Amigos sempre ocupam seu lugar, tudo bem que alguns moram com vista pro mar, outros no quartinho dos fundos mas todos no coração. 
O mais interessante de pessoas novas é que elas são capazes de olhar pra você sem julgamento prévio. Isso é bom, mas também tem suas limitações. Será que somos os mesmos nesse primeiro momento, ou tentamos mostrar o que acreditamos ser “o melhor de nós”? Não sei, mas esse momento é fantástico. Incrível está diante do inesperado a cada fala. Muitas vezes, admito, que pessoas apenas repetem uma imagem socialmente construída para caçar, ou para se mostrar inteligente, ou para... mas ainda assim podem ser surpreendentes quando conseguem sair desse patamar comum para alcançar a autenticidade.
A convivência com o bichinho (coitado, ele é digno de pena, depende de mim pra viver) tem me feito entrar em contato com outros soropositivos. Isso tem sido realmente positivo. Tenho entrado em canais virtuais na tentativa de compartilhar experiências e conhecer um pouco esse novo mundo que agora também é meu.
Nessa conheci pessoas interessantes. Um me chamou a atenção pela luta e pelo ativismo da bandeira que levanta. Encara de frente e luta contra o preconceito levantando essa bandeira sem medo de ser feliz. Embora, nesse momento, eu prefira o anonimato por 1001 motivos, admiro muito militantes. Talvez pelo fato de já ter sido um. Acho que ainda sou.
Acho que não teria a experiência de olhar a vida positiva dessa forma se eu não fosse a comida do HIV. Acho que tudo tem seu motivo. Estou me reconstruindo.